Sustentabilidade da segurança dos alimentos:
A IMPORTÂNCIA DAS FERRAMENTAS DA QUALIDADE
Sucesso dos programas de segurança dos alimentos depende do emprego de uma gama cada vez maior das chamadas ferramentas da qualidade.
A gestão Integrada dos sistemas ISO 9001, 14001, SA 8000 e 22.000, faz exigência de mecanismos imprescindíveis para um processo efetivo de qualidade, maduro e consistente. A aplicação hoje exigida, engloba os pré-requisitos perenes de GMP: “A base essencial para qualquer atividade que envolva produção, manuseio e preparo final dos alimentos é a compreensão total das necessidades de Boas Práticas de Higiene e das Boas Práticas de Fabricação.
O cumprimento dessas práticas são absolutamente o mínimo necessário para a gestão de qualquer negócio de alimentos” . A afirmativa integra o texto de 2004 do Relatório do Programa Alimento Seguro, que complementa: “As Boas Práticas tratam dos requerimentos necessários para a produção de alimentos seguros e é sua complementação com o sistema HACCP que permite localizar os elementos específicos de segurança para um produto e processo em particular. Caso não estejam implantadas, é quase impossível adotar e assumir o HACCP”.
Essa linha de leitura, agora mais aprofundada na NBR 22.000:2006, traz à tona o questionamento: Como estamos nessa sintonia de “adotar e assumir” GMP, SSOP e HACCP, a trilogia Food Safety ? Sim, num exame de consciência, como estamos no resgate de nossas obrigações para com o alimento realmente seguro, inócuo? Como está nossa obra real de cumprimentos de POP’s e PrOp’s frente ao discurso? EDITORIAL COMUNICAÇÃO Tanto a NBR 22.000 como as bases HACCP contemplam comunicação em várias facetas.
A Comunicação de Riscos é a troca interativa de informações e opiniões a respeito dos fatores relacionados com o risco entre avaliadores, gestores, consumidores e partes interessadas. No tocante a requisitos de clientes e fornecedores, a inter comunicação sobre perigos identificados e suas medidas de controle, auxilia no esclarecimento desses parâmetros. Essencial para garantir que todos os perigos sejam detectados e controlados em cada etapa, essa comunicação é vital em toda a cadeia produtiva.
A ISO 22.000 requer que tanto a comunicação externa como a interna aconteçam como parte do sistema de gestão da Segurança dos Alimento, num verdadeiro compartilhamento.
A ordem é sair da zona de conforto, arregaçar as mangas e iniciar as mudanças para melhor. RESPONSABILIDADE E COMPROMISSO Os novos paradigmas em Food Safety são claros: a empresa deve assegurar que os perigos à Segurança dos Alimentos sejam identificados, avaliados e controlados, de tal maneira que seus produtos não causem danos diretos e/ou indiretos ao consumidor.
É uma chamada à responsabilidade da direção, cujas atitudes explícitas têm como deveres:
Fornecer evidências de seu comprometimento com o desenvolvimento e implementação do sistema de gestão e para com a melhoria contínua da sua eficácia,
Comunicar a importância em atender qualquer requisito das normas e legislação bem como as dos clientes, relacionadas com Segurança,
Estabelecer não só a Política de Segurança dos Alimentos como também a disponibilidade de recursos necessários.
Revista Higiene Alimentar – Março 2009 Edição 182
